Faculdade
sucumbe diante de pretoria
Prof.
Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Em recente notícia, a Faculdade Sumaré, em São
Paulo, foi submetida à semelhança de tribunal
romano, o dos tribunos ensandecidos, mandando
suspender(vagas) ingresso de alunos em Pedagogia.
Afora mal entendidos, a escola se defenderá.
Leia abaixo o conteúdo da pendenga:
Portal
G1, 23/04/2010
MEC
suspende ingresso de alunos em Pedagogia na
Faculdade Sumaré
Segundo
portaria, instituição oferece mais vagas que
o permitido. Faculdade tem 15 dias para apresentar
defesa
Fernanda
Nogueira
A
Secretaria de Educação Superior (Sesu) instaurou
processo administrativo contra a Faculdade Sumaré,
que tem cinco unidades em São Paulo, por oferecer
mais vagas do que o permitido para o curso de
pedagogia, segundo portaria publicada no Diário
Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (23).
A Sesu determinou, como medida cautelar, a suspensão
de novos ingressos de alunos no curso, tanto
por seleção como por transferência. A instituição
tem 15 dias para apresentar defesa. O diretor-superintendente
da Faculdade Sumaré, Eliseu Lourenço Pereira,
disse acreditar que o problema ocorreu na publicação
do reconhecimento do curso de pedagogia no ano
passado.
De
acordo com Pereira, a faculdade já oferecia
900 vagas em pedagogia com autorização do MEC
quando o curso normal superior, que tinha 400
vagas, passou a ser denominado Pedagogia. A
partir de então, a faculdade passou a oferecer
1.300 vagas. No entanto, o MEC reconheceu apenas
400 vagas em portaria publicada no Diário Oficial
em 15 de junho. "Pedimos retificação da
portaria que autorizou o curso, porque diminuiu
o número de vagas, mas ainda não tivemos resposta”,
disse Pereira. O diretor afirmou que a instituição
ainda não teve acesso às informações técnicas
da portaria. "Devemos receber a notificação
oficial no início da próxima semana e temos
uma audiência marcada para apresentar a defesa
na quarta-feira", afirmou. De acordo com
o diretor, a faculdade espera resolver a situação
antes da abertura do processo seletivo do segundo
semestre, prevista para o final de maio.
Tem
cabimento, quando o país precisa de mais formadores
desde a creche até o final do fundamental ?
Despropósito. Se a escola tem os 1.300 candidatos
( com muita sorte dela, pois é particular, em
detrimento das vagas ociosas nas escolas públicas
na mesma área ) qual é a questão em discussão
?
Só
na cidade de São Paulo há milhares de vagas
não cobertas por ação política ( intencional
? ) ou por incúria de governo nesse segmento.
Qual
a efetiva razão da medida ?
Qual o problema quando a instituição tem condições
de atender ao público ?
Ou seja, tem acomodações ( prédios - salas -
professores, etc. ) limitar-lhe as vagas ! Quisera
tivessem como atender mil, dois mil. É uma cegueira
absoluta.
E
as metralhadoras continuam a cuspir fogo sobre
as licenciaturas. Com a palavra a profa. Eunice
Durhan .
O
que há nelas se têm espaço, carteiras ociosas,
bibliotecas, brinquedotecas, laboratórios diversos,
corpo docente e coordenação capaz ?
Ora,
já tomou a sua dose de cicuta hoje ? Deixe a
Devassa pra lá.
É
inadmissível quando em São Paulo o próprio Estado
tem em seus quadros docentes que não lograram
aprovação, em recente exame de qualificação,
no qual quase 50% foram reprovados, com ciência
e admissibilidade disso. Onde é que estamos,
em tempos de inquisição espanhola ?
Os
nomes dos integrantes da(s) comissão(ões) que
avaliaram a instituição têm que vir a público,
senão também as autoridades superiores.
Dezenas de IPEs estão oferecendo graciosamente
tais cursos exclusivamente para mantê-los vivos
no rol de cursos ofertados, com peso financeiro
próprio e com isso dar sua contribuição às formações
(Pedagogia e Licenciaturas), de que tanto carecemos.
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Bicho
Papão de Três Cabeças
Prof.
Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Os mantenedores têm verdadeiro pavor das Desistências,
Trancamentos e Cancelamentos.
Não sem razão pois eles acontecem, provavelmente,
por algum defeito na fabricação.
Entram na linha de montagem mas sucumbem na primeira
curva da esteira rolante que aprova ou condena a
matéria prima utilizada.
Há percentagens perigosíssimas quando uma somada
com outra(s) cenarizam o final do semestre letivo
com menos 10 a 20% do alunado.
Mas, porque essa tríade maldosa ocorre quando "tudo
está bem, tudo ia muito bem" ?
Algumas estilingadas rápidas e lá na frente, no
stand de tiro ao alvo no macuco, não tem erro.
É macuco no bornal. Ou seja, vai tudo pro saco:
CPA mal conduzida e incompetente(ineficaz); corpo
docente desengajado; conteúdos programáticos à deriva
do mercado e na empregabilidade, dissociados e avessos
às diretrizes curriculares; atendimento despersonalizado
ao aluno; horário de aula incompatível com o horário
de trabalho do aluno; acomodações impróprias; coordenações
de cursos totalmente órfãs; ausência de docentes
às aulas; enganos(embromation) escancarados em bibliotecas
e laboratórios; barzinhos nas esquinas próximos
da IES, afora praças de alimentação cada vez mais
"apetitosas", etc.
Programado
para os dias 4 e 5 de maio, em Belo Horizonte, acontece
o Curso de Captação e Retenção de Aluno, promoção
da Carta Consulta, Editau e Consae.
Serão palestrantes os americanos Tent Argo, Marcus
C.Whitt, Vanedson Ximenes e Thomas M.Huebner Jr.
além do brasileiro Willie Muriel Cardoso.
A oferta do curso, publicada em www.cartaconsulta.com.br,
tem como material informativo os vastos currículos
dos experientes expositores, as ementas temáticas,
além do texto abaixo, justificador da proposta.
"Os
processos de captação e retenção de alunos ganham
cada vez mais a atenção dos dirigentes das Instituições
de Ensino Superior. A captação não se resume no
preenchimento das vagas oferecidas. É preciso ir
além.
Preencher as vagas é condição fundamental para a
sustentabilidade do projeto acadêmico institucional.
Ir além é buscar o melhor aluno possível, aquele
mais preparado para aprender e para contribuir como
discente, envolvendo-se com a sua formação até o
final, sem evadir.
Este é um ponto de semelhança entre organizações
educacionais no mundo todo, não importando o marco
regulatório, o meio acadêmico ou contexto mercadológico
a que se vinculem. Todas precisam captar e manter
os melhores alunos possíveis, sobretudo, num ambiente
onde o número de vagas oferecidas excede o número
de candidatos preparados para o ensino universitário.
"
O
curso vem bem a propósito do momento quando os índices
de evasão começam a majorar e esvaziar salas de
aulas, preocupantemente frente à manutenção dos
custos mas com perda de receitas.
Inseridas num contexto altamente competitivo, as
universidades americanas implantaram departamentos
de recrutamento, de admissão, de orientação financeira
e de egressos, dentre outras estruturas. Criaram
estratégias e táticas e aprenderam a captar e a
manter os melhores alunos possíveis. Atualmente
elas contam com alunos do mundo inteiro.
No Brasil vivenciamos o mesmo contexto competitivo,
mas ainda não implantamos uma gestão capaz de cuidar
de todo o processo de captação e principalmente
de retenção de alunos, indo até a implantação de
uma política de egressos eficaz. Estamos realizando
uma série de ações, é verdade, mas ainda não paramos
para pensar e planejar nossas estratégias.
Falta-nos, inclusive, a mais simples das pesquisas
para conhecer e entender os processos da tríade
maldosa, que tem muito a ver com a qualidade da
matéria prima, transformação e produto final.
Está na hora das IES nacionais se preocuparem mais
sobre a retenção e menos na captação,
predatória. A segunda não é garantia para a primeira.
Quem (sobre)viver verá.
Na
ausência de quem culpar, há os que atribuam as perdas
ao FIES, ao ENEM, ao Prouni, ao
confronto das gerações "X" e "Z"
nas salas e por aí vamos. Pode ???
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