Onde
vamos parar? Ou melhor, como sair desse buraco?
Prof.
Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Onde
vamos parar? Ou melhor, como sair desse buraco?
Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Para os que ainda não conhecem.
Veja
o que alguns vestibulandos foram capazes de
escrever na prova de redação da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG), cujo tema foi
"A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?"
Entre
o hilário e a desgraça, cômico não fosse trágico,
esta é a matéria-prima que aspira ao banco universitário.
Por acaso, é possível obter solução para o problema
com alguma tese, doutrina, conceito ou princípio
pedagógico?
Conforme artigo publicado no Portal TERRA, estudos
revelam não haver relação direta entre o déficit
de atenção e o veículo TV.
TV
pode não causar transtorno de atenção, diz estudo
MICHAEL
CONLON ( PORTAL TERRA )
Ao
contrário do que diziam estudos anteriores,
crianças que passam grande parte de seu tempo
diante de aparelhos de TV não desenvolveriam
problemas de comportamento na escola, afirmaram
pesquisadores na segunda-feira.
Se
há uma ligação, seria o fato de que pais esgotados
de crianças hiperativas têm uma tendência maior
a deixá-las assistir TV para conseguirem um
descanso. A TV em si não provocaria o transtorno
de déficit de atenção e hiperatividade (TDAIH),
disseram pesquisadores da Universidade Texas
Tech (EUA).
A
descoberta baseia-se numa pesquisa com pais
e professores de 5 mil crianças norte-americanas
ao longo de dois anos para determinar se o hábito
de ver TV no período em que os alunos estão
no jardim da infância faria aparecer casos de
TDAIH no primário.
"Os
resultados do estudo atual não indicam a presença
de uma relação importante entre a exposição
à TV e problemas subsequentes de atenção",
afirmou o estudo publicado na edição de março
da Pediatrics, revista da Academia Americana
de Pediatria.
A
notícia enseja reflexão sobre a enxurrada de
e-mails que recebemos versando sobre as "pérolas
do vestibular". Apenas como especulação,
propomos a discussão: o desastre consiste mesmo
no semialfabetismo e na falta de leituras diversas
(jornal, livro, revista, internet, bula de remédio,
propaganda...) que não proporcionam um texto
coerente, premissa num discurso oral ou escrito?
A chamada "leitura em cacos" – aquela
de quem é incapaz de articular partes de um
texto, o que leva o indivíduo a interpretações
descontextualizadas – estaria na base desse
problema?
A
calamidade do que se lerá abaixo até poderia
ser minimizada se existisse a informação do
volume de candidatos ao referido vestibular
e se pudéssemos quantificar quais seriam os
autores desse "besteirol": 1%, 3%
ou 5% dentre milhares? Pode ser desprezível
(?). Quase certamente, os autores das afirmações
esdrúxulas não as repetiriam em sua fala cotidiana.
Por certo, também, tentaram expressar "erudição"
já que seriam lidos por intelectuais avaliadores,
a quem restava impressionar. De qualquer modo,
o amarelo está piscando no manicômio verborrágico,
com ausência total da mínima lógica, incitando
autoridades educacionais para uma desacomodação
frente ao cenário.
O
leitor está com a palavra no campo "comentários",
no final do artigo.
Prepare-se
para ler a seleção feita pelo prof. José Roberto
Mathias que, glosando, deixou os comentários
entre parêntesis.
"A
TV possui um grau elevadíssimo de informações
que nos enriquece de uma maneira pobre, pois
se tornamos uns viciados deste veículo decomunicação."
(Meu Deus!)
"A
TV no entanto é um consumo que devemos consumir
para nossa formação, informação e deformação."(Fantástica!)
"A
TV se estiver ligada pode formar uma série de
imagens, já desligada não..."(Ah bom, uma
frase sobrenatural )
"A
TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa
ficar bastante tempo intertida como também as
vista." (Sem comentários)
"A
televisão passa para as pessoas que a vida é
um conto de fábulas e com isso fabrica muitas
cabeças." (Como é que pode?)
"Sempre
ou quase sempre a TV está mais perto denosco
(?), fazendo com que o telespectador solte o
seu lado obscuro." (Esta é imbatível)
"A
TV deforma a coluna, os músculos e o organismo
em geral." (É praticamente uma tortura!)
"A
televisão é um meio de comunicação, audição
e porque não dizer de locomoção." (Tudo
a ver)
"A
TV é o oxigênio que forma nossas idéias."
(Sem ela este indivíduo não pode viver)
"...por
isso é que podemos dizer que esse meio de transporte
é capaz de informar e deformar os homens."
(Nunca tentei dirigir uma TV)
"A
TV ezerce(Puxa! !!) poder, levando informações
diárias e porque não dizer horárias." (Esse
é humorista, além de tudo)
"E
nós estamos nos diluindo a cada dia e não se
pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso."
(Me explica isso?)
"A
televisão leva fatos a trilhares de pessoas."(É
muita gente isso, hein?)
"A
TV acomoda aos tele inspectadores." (Socorro!!!)
"A
informação fornecida pela TV é pacífica de falhas."
(Vixe!)
"A
televisão pode ser definida como uma faca de
trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar,
como deformar." (Deus, onde essa criatura
arrumou tal faca???)
Alguém
arrisca uma consulta ou tratamento?
Prof.
Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Na
manhã do dia 19 o presidente Lula chegou ao
Centro Cultural Banco do Brasil e foi assaltado
por brasileiros médicos, formados em Cuba, que
reivindicam o reconhecimento de seus diplomas,
portando faixas e com abordagem pessoal, ao
que o mandatário sempre se presta.
É que, com a edição em setembro deste ano da
Portaria Interministerial Nº 865 — Ministério
da Educação e Ministério da Saúde — foi fixada
nova sistemática de revalidação de diplomas
de médicos formados no exterior, apoiada num
projeto piloto, assoberbado pelo ANEXO publicado
no DOU, nº 177, de 16/09/09, impecável na redação
e propósitos. Tipo, ninguém tasca.
Pela
Portaria fica estabelecido que os alunos formados
em instituições estrangeiras, que queiram revalidar
diploma no Brasil, farão um exame nacional que
avaliará os conhecimentos, habilidades e competências
requeridos para o exercício profissional da
medicina no país. O exame será elaborado e aplicado
pelo INEP, com apoio das universidades participantes
do projeto. Ou seja, a coisa ficou feia, preta
e dura para esses pretendentes que durante seis
anos puderam passear e conhecer a “isla de Fidel”,
um amontoado de 14 províncias, com 169 municípios,
12 milhões de habitantes num espaço de 110 mil
Km2.
Aliás,
o referido projeto piloto foi elaborado com
base na Matriz de Correspondência Curricular,
um primor conteudísitico elaborado por uma subcomissão
temática formada por integrantes do MEC e do
MS, representantes de universidades e especialistas
em educação médica. A matriz referencial, a
partir daí, passará a subsidiar os processos
de revalidação dos diplomas estrangeiros na
área médica. Ou seja, ficou difícil pra não
dizer impossível. Daí também a grita dos excursionistas
da “isla”.
Em
30 de março de 2005 o site www.universia.com.br
publicou a matéria logo abaixo. O leitor aqui
tem voz e opinião no botão comentários, considerando
a que se expõe o universitário brasileiro, candidato,
por exemplo ao FUVEST:
Medicina em Cuba
Governo cubano concede a cada ano cerca de 100
bolsas para estudos de medicina naquele país
O
principal programa de concessão de bolsas oferecido
pelo governo de Cuba a brasileiros é destinado
a estudos na ELAM (Escola Latino-americana de
Medicina), em Havana, capital do país. A cada
ano, até 100 brasileiros são selecionados para
cursar medicina naquela instituição.
Todas as indicações de candidatos são feitas
indiretamente por instituições oficiais do governo
ou organizações políticas, sociais e religiosas
brasileiras. Isto é, o interessado em estudar
medicina em Cuba deve se informar junto a organismos
governamentais, partidos políticos, ONGs (organizações
não-governamentais), representações religiosas
(como a Igreja católica) e outras instituições
de ação social que são as responsáveis por indicar
à representação diplomática de Cuba no Brasil
os candidatos pré-selecionados às bolsas.
Após esta fase, autoridades representantes do
governo cubano são incumbidas de nalisar as
candidaturas e selecionar aqueles que serão
beneficiados pelo programa de bolsas.
Benefícios
A bolsa prevê a concessão de moradia em Cuba,
alimentação e estudos de forma gratuita, em
iguais condições às dos bolsistas cubanos. Os
custos das passagens aéreas de ida e volta correm
por conta do estudante. Em alguns casos excepcionais,
o governo
de Cuba concede também a cobertura dos custos
com as passagens aéreas, segundo informa a Embaixada
de Cuba em Brasília.
Os estudantes devem ter no máximo 25 anos; ter
concluído o Ensino Médio, que é o nível equivalente
à educação pré-universitária cubana; pertencer
a uma família de baixo poder aquisitivo; e demonstrar
aptidão física e mental para acompanhar o curso.
Os candidatos terão também avaliados seus conhecimentos
gerais, tendo em vista a perspectiva de poderem
se adaptar e acompanhar os estudos em Cuba.
Não é uma beleza ? A ensejar um “também quero“!
Pois é.
Se o leitor tem real interesse no assunto, recomendamos
acessar o site www.escolasmedicas.com.br e ali
encontrar algumas estatísticas estarrecedoras
como a de que são oferecidas no Brasil 16.845
vagas para ingressantes em cursos médicos. É
pouco, em 178 escolas no
país ?
Como sempre, São Paulo vai à frente com 31 escolas(
nas quais se formam três mil médicos todo ano),
seguido por Minas Gerais com 27, Rio de Janeiro
com 18, Rio Grande do Sul com 11, Paraná com
10 e Santa Catarina também com 10.
Dentre as 178, privadas são 102, federais 45,
estaduais 26 e
municipais 5.
Noves fora a desatualização do site, que zelosamente
deveria estar “up to date”, quarenta outras
pediram autorização de funcionamento no país
e tramitam no CNE.
Três delas deitaram e jogaram a toalha esta
semana, em recentes Portarias com o carimbo
de “Sem Chance”, duas na Bahia e uma no Paraná.
Ainda conforme o site indicado, as campeãs de
vagas são a Universidade Gama Filho (400), Universidade
Federal de Minas Gerais (320), Escola Baiana
de Medicina e Saúde Pública (200), Universidade
Federal do Rio de Janeiro (192), Escola de Medicina
Souza Marques (RJ)(192), PUC do Paraná(180),
etc.
Pelo visto, está fácil explicar a opção do turismo
pela “isla” de Cuba, em detrimento aos concorridíssimos
vestibulares nacionais, mesmo que ostentando
uma das mais altas taxas de admissão do planeta,
perto de dezessete mil vagas ano.
Convenhamos, o presidente Lula tinha mesmo é
que “passar batido” diante da manifestação dos
companheiros. Ora, ora.
Agora, vai à sanção presidencial o projeto que
fixa prazo para universidades se manifestarem
sobre a revalidação de títulos obtidos no exterior.
Os Senadores entenderam que, para os diplomas
com equivalência de currículo menor que 75%,
será necessário estudar mais. O prazo para revalidação
de diplomas de graduação e de pós-graduação
expedidos por universidades estrangeiras será
fixado em seis meses. É o que determina o projeto
(PLS 498/03) da senadora Serys Slhessarenko
(PT-MT) que sofreu alterações na Câmara e foi
aprovado em definitivo pelo Plenário do Senado
na última quarta-feira, 25. O projeto vai agora
à sanção presidencial.
Atualmente,
uma resolução do Conselho Nacional de Educação
determina que a universidade deve se pronunciar
sobre a revalidação dos cursos de graduação
feitos no exterior no prazo máximo de seis meses,
sem fixar prazo para os cursos de mestrado,
doutorado e pós-graduação lato sensu.
Pelo
projeto, os critérios para revalidação em relação
à equivalência dos currículos são: para os cursos
com mais de 95% de equivalência, deve ser revalidado
o diploma; entre 95% e 75%, o candidato deverá
submeter-se a provas na própria universidade
responsável pela revalidação do currículo; e
abaixo de 75%, deverão ser realizados estudos
complementares na própria universidade ou em
outra instituição que realize curso correspondente,
sem a dispensa de processo seletivo.
|
O
ovo e a galinha, quem veio primeiro?
Prof.
Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
A
pergunta do título é clássica, quase um bordão,
quase uma brincadeira, dessas que também questionam
se a zebra é branca com listras pretas ou ao contrário.
No
último dia 22 do mês, o jornal O Estado de S.Paulo
publicou matéria sobre o assunto do analfabetismo
sob a rubrica de João Batista Araújo e Oliveira,
referenciando um "pedido" do presidente
Lula ao seu ministro da Educação pelo qual cobra
ações e resultados mais eficazes naquela consecução.
Então,
o articulista diz que infelizmente o assunto não
se resolve por decreto, com toda a razão pois a
solução que se pretende não pode se dar por uma
canetada. Isso é possível, sim, mas girando a metralhadora
para outro alvo: o curso de Pedagogia e todas as
licenciaturas.
Aliás,
em matéria do dia 30, publicada pela Folha de S.Paulo,
alguns pedagogos da Unicamp se defendem contra o
Secretário Paulo Renato, sem conseguirem convencer
a muitos leitores, embora se achem "o alvo
de injustas críticas por parte de quem administra
os destinos do ensino público paulista". Há
um equívoco na matéria: os autores afirmam que as
universidades públicas paulistas detêm 25% das vagas
contra 75% das privadas, resta saber, a bem da verdade,
quantas em cada segmento estão efetivamente ocupadas.
Quanto
ao primeiro, anos decorreram — e ainda não idealmente
— a discutir no CNE os propósitos e objetivos, os
conteúdos e finalidades da formação do pedagogo,
em cujo curso as IES ainda não "resolveram"
o impasse das cargas horárias e respectivas preocupações
do que é Estágio e do que é Prática, confundindo
e assemelhando-as como se fossem única ação. Como
se não devesse haver a imbricação de uma sobre outra
(processo de escamas, de telhado), em complementaridade,
mas distintamente. Com a palavra a extraordinária
educadora Eunice Durhan, da USP.
O
que de fato ocorre com a educação/ensino no ciclo
fundamental, porquanto as gerações continuam nascendo
com o mesmo intelecto, o mesmo cérebro e nada mudou
senão a ambiência das crianças nas escolas?
As
IES que têm cursos da natureza de Formação merecem
antes de qualquer outro curso uma atenção especialíssima.
Uma força-tarefa, um grupo de alta especialização
no fazer educativo. Não nas escolas ofertantes do
fundamental e médio, mas nos cursos superiores nos
quais grassa a negligência, a desídia, como se fossem
"cursinhos" de menor importância.
O
problema do analfabetismo, em todas as dimensões,
está, antes da busca de soluções junto àquelas escolas,
principalmente, exclusivamente, unicamente, na observação
do corpo docente, na configuração curricular e,
por decorrência, programática, na infraestrutura,
na biblioteca, nos laboratórios (brinquedoteca,
etc.) e tudo o mais que componha o universo na oferta
das licenciaturas. Sem isso, continuaremos a formar
gente incapaz para assumir o magistério do ensino
básico, nas últimas consequências de escolarização.
Estamos com fome de só comer ovos fritos, omeletes,
cozidos ou até crus sem vigiar as poedeiras, que
sob luz intensa estão a botar mais que um ovo por
dia, contrariando a natureza, sem nutrientes bastantes,
por mais tecnologia que se aplique nas granjas.
Tem aluno comendo isopor com formato de ovo.
Na
maioria dos cursos de pedagogia, também incluídas
as licenciaturas, ainda não chegou a capacitação
de formação de professores para educação a distância.
Pode? Absurdo!
O
cenário lembra uma crônica do espetacular Stanislaw
Ponte Preta que contava sobre uma velhinha que todo
dia atravessava a Ponte da Amizade (Brasil-Paraguai)
trafegando numa reluzente Lambretta e todo dia era
revistada sob a possibilidade de estar contrabandeando
alguma coisa. Em realidade ela contrabandeava, sim,
Lambrettas, e às dezenas.
Já
é hora de discutirmos a alfabetização de nossas
crianças, que chegam semialfabetizadas aos vestibulares
à luz das propostas educacionais do que acontece
na formação dos aluninhos, sujeitos a currículos
e conteúdos heterogêneos, ao bel-prazer da deriva
do processo de ensino no qual abundam profissionais
sem formação ou com formação caolha. Antes é necessário
discutir a situação dos professores, ou melhor,
dos professores dos futuros professores.
Estes,
sim, merecem cuidado especialíssimo. A proposta
educacional deles está na UTI, em fase terminal.
Enquanto os cursos superiores não definirem propostas
"universais", concretas, "eixos duros",
balizadas no DNA da cultura nacional, sem estrangeirismos
nem modismos, sem invenções nem caricaturas de ensino-aprendizagem,
vamos amargar outra década do PNE que ora se discute.
A
propósito, o Japão implementou um PNE em termos
centenários e não decenários. Mal saímos da primeira
década, visada pela LDB, e já entramos nas discussões
da segunda, sem modificar o que não deu certo, ou
quase certo na primeira. Vem por aí uma colcha de
retalhos a misturar alhos com bugalhos, sobretudo
o que é do jaez público ou particular.
Educação
não se pensa como negócios, com materialidade de
produtos em linha de produção – como quer a OMC
– mas a longo prazo. Sobretudo levando em conta
que os conhecimentos novos ficam caducos em apenas
72 horas. É hercúleo objetivo, coisa de passar a
borracha sobre os erros e evitar enxugar gelo continuamente.
Se
os futuros docentes do ensino básico, ainda hoje
nos bancos escolares das universidades, não tiverem
o total domínio do novo acordo ortográfico que vigorará
efetivamente em 2010 será um deus-nos-acuda. Aí
sim, a língua estará definitivamente esquartejada,
ao bom estilo de Jack, o estripador.
Interrompamos
definitivamente as críticas sobre nossas crianças,
que a julgar pelo que se lê e ouve "seriam
cretinas", quando imbecilidade é o que perpetramos
nas salas de aulas das universidades, na preparação
dos futuros professores, a se esperar que sejam
extremamente dedicados e abnegados ao mister, altamente
preparados e qualificados, com prévia alta formação
universitária. Ledo engano com o que aí está. Não
tem segredo: diga-me quem foram seus professores
e te direi que tipo de aluno és.
Como
se vê, o problema é bem mais embaixo, ou muito mais
acima, daí o apelo quase patético das IES de "pelo
amor de Deus, não nos entreguem no nível universitário
esse balaio de incultura". Mas é quase que
o feitiço jogado contra o feiticeiro, não é não?
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