MA
BREVE HISTÓRIA DO HOMEM
Celso Piedemonte
de Lima
celsopiedemonte@fmu.br
Fico
abalado ao constatar que há apenas um ano fiz as
declarações
que fiz .
Na
última década foram descritas cinco ou seis novas
espécies de hominídeos que promoveram uma ampla
reformulação nos conceitos sobre nossa história.
Descobriu-se que, desde quatro milhões de anos atrás,
várias espécies de hominídeos conviveram nas savanas
africanas. Esse novo conhecimento promoveu o abandono
das noções de que existia uma única espécie de hominídeo
em cada momento e de que a árvore genealógica humana
tinha um tronco único, substituída pela de um arbusto
com muitos ramos dos quais o único ramo sobrevivente
somos nós. Na década de 1990, encontrou-se o Australopithecus
amanensis, ser que originou a linhagem dos australopitecíneos
e cuja presença na Etiópia e Quênia reafirmou a
importância da África Oriental para a história dos
hominídeos. A principal controvérsia atual refere-se
a qual foi o primata que, por primeiro, assumiu
a postura bípede, dois a três milhões de anos antes
do A. amanensis, disputando essa vaga o Ardapithecus
ramidus, o Orrorin tungenensis e o Sahelanthropus
tchadensis.

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PERDIDOS NO ESPAÇO
Celso Piedemonte de Lima
(Biólogo e autor de vários livros em sua área de atuação)
celsopiedemonte@fmu.br
“Se
estivermos sozinhos, que desperdício de espaço!”
(a atriz Jodie Foster, no filme “Contato”)
Nos últimos vinte anos mais de duas centenas de
planetas extra-solares foram descobertos, inclusive
um que parece ser muito semelhante à Terra, reforçando
a antiga suspeita de que nosso planeta não é uma
excepcionalidade cósmica e ampliando a possibilidade
de que, na desconhecida vastidão do Universo, haja
muitos planetas semelhantes ao nosso. Parece, portanto,
inevitável que nosso planeta não seja o único a
ter vida, e que, da mesma forma como a vida surgiu
espontaneamente na Terra, ela deve ter aparecido
em qualquer outro planeta com condições semelhantes
às do nosso lar. Contudo os números gigantescos
que envolvem a imen¬sidão do Universo, o grande
número de planetas e as enormes distâncias que separam
esses mundos impedem que, no nosso atual estado
de desenvolvimento tecno¬lógico, se possa comprovar
a existência de vida extraterrestre e estabelecer
contato com possíveis parceiros espaciais.

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