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2009
SETEMBRO

MA BREVE HISTÓRIA DO HOMEM
Celso Piedemonte de Lima
celsopiedemonte@fmu.br

Fico abalado ao constatar que há apenas um ano fiz as declarações
que fiz .

Na última década foram descritas cinco ou seis novas espécies de hominídeos que promoveram uma ampla reformulação nos conceitos sobre nossa história. Descobriu-se que, desde quatro milhões de anos atrás, várias espécies de hominídeos conviveram nas savanas africanas. Esse novo conhecimento promoveu o abandono das noções de que existia uma única espécie de hominídeo em cada momento e de que a árvore genealógica humana tinha um tronco único, substituída pela de um arbusto com muitos ramos dos quais o único ramo sobrevivente somos nós. Na década de 1990, encontrou-se o Australopithecus amanensis, ser que originou a linhagem dos australopitecíneos e cuja presença na Etiópia e Quênia reafirmou a importância da África Oriental para a história dos hominídeos. A principal controvérsia atual refere-se a qual foi o primata que, por primeiro, assumiu a postura bípede, dois a três milhões de anos antes do A. amanensis, disputando essa vaga o Ardapithecus ramidus, o Orrorin tungenensis e o Sahelanthropus tchadensis.



PERDIDOS NO ESPAÇO

Celso Piedemonte de Lima
(Biólogo e autor de vários livros em sua área de atuação)
celsopiedemonte@fmu.br

“Se estivermos sozinhos, que desperdício de espaço!”
(a atriz Jodie Foster, no filme “Contato”)

Nos últimos vinte anos mais de duas centenas de planetas extra-solares foram descobertos, inclusive um que parece ser muito semelhante à Terra, reforçando a antiga suspeita de que nosso planeta não é uma excepcionalidade cósmica e ampliando a possibilidade de que, na desconhecida vastidão do Universo, haja muitos planetas semelhantes ao nosso. Parece, portanto, inevitável que nosso planeta não seja o único a ter vida, e que, da mesma forma como a vida surgiu espontaneamente na Terra, ela deve ter aparecido em qualquer outro planeta com condições semelhantes às do nosso lar. Contudo os números gigantescos que envolvem a imen¬sidão do Universo, o grande número de planetas e as enormes distâncias que separam esses mundos impedem que, no nosso atual estado de desenvolvimento tecno¬lógico, se possa comprovar a existência de vida extraterrestre e estabelecer contato com possíveis parceiros espaciais.

 
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