Pente
Fino nos Clippings
Prof.
Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Nos últimos dias de agosto
os clippings de material educacional ficaram
recheados de notícias, senão provocantes um
tanto preocupantes.
E nada é novidade lembrando Sísifo que padeceu
empurrando uma pedra morro acima, que rolava
abaixo, sem nunca conseguir alcançar o topo.
Tarefa que foi imposta por ter mentido.
Na presente análise, é claro, não que a educação
seja a mentira mas as autoridades nacionais
de ensino, os sísifos da educação, continuam
a perpetrar o mesmo trabalho do condenado na
mitologia. É o que parece pelas notícias que
seguem, coletadas em jornais e revistas.
No
Rio de Janeiro, portal Terra,
pelo projeto do MEC a proposta é de preparar/capacitar
diretores, professores e coordenadores na sua
quarta edição, ampliando o curso de prevenção
ao uso de drogas nas escolas públicas. Nas edições
anteriores somente aos profissionais que atuavam
nos anos iniciais do ensino fundamental mas
agora extensivo ao médio. Podiam aproveitar
a chance e tratar um pouco sobre o tema pedofilia.
Com todo o cuidado porque pode haver usuários
de drogas entre docentes como também os adeptos
de “favores infantis”.
São 25 mil vagas para todo o Brasil. É pouco
e não é nem remediar.
De
Brasília, via o Estadão, vem
nova Resolução do Cons. Federal de Biologia
(CFBio) que está dificultando a obtenção do
registro profissional para alunos formados a
distância se o curso não for reconhecido. Nada
mais justo, correto e legal. E não vai ser fácil
reconhecê-los, portanto, cobertos de razão.
Como sempre a notícia peca por não indicar quais
instituições de ensino estão perpetrando diplomas
sem o reconhecimento do curso.
Ainda
do Estadão, a leitura reitera
informações de que o problema da formação de
pessoas no País é gravíssimo pois na creche
e pré-escola só atingimos a metade do previsto
no PNE, cujo período está acabando este ano.
No fundamental o atraso é de 20 anos em relação
ao proposto na Constituição de 1988. Atualmente,
uma em três crianças deixa o sistema sem completá-lo.
Ao final do ensino médio a evasão atingirá metade
dos estudantes, resultado muito pior do que
a nossa realidade econômica e demográfica aceita.
Quanto ao ensino superior, continuamos com taxas
de atendimento próximas à metade da
existente em nossos vizinhos. Ou seja, caos
completo no presente e sobretudo no futuro.
Do
mesmo Estadão, a notícia que
as empresas estão com muita dificuldade para
encontrar
profissionais qualificados, tudo decorrente
da formação que os jovens não estão obtendo
porque as escolas insistem na não formação para
os mercados, com currículos e conteúdos
irreais para o escopo principal: a empregabilidade.
Das 5.490 vagas para profissionais com nível
superior, oferecidas pelo sistema este ano,
só 893 foram preenchidas, ou seja, 16,3%. Até
dezembro vamos chegar a novo recorde de sobra
de vagas.
Em outra nota, pelo viés, a Confederação Nacional
da Indústria(CNI) contratou junto ao Ibope a
pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira:
Educação” constatando que a maiorias dos brasileiros
não acredita que a escola prepare para o mercado
de trabalho. No levantamento, 40% dos entrevistados
acreditam estar o aluno razoavelmente preparado,
após o médio ou superior para a empregabilidade.
Enquanto apenas 14% dos entrevistados com ensino
médio completo acreditam que os estudantes saem
da escola “bem preparados”, para conseguir um
emprego estável. O índice chega a 30% na avaliação
do nível superior. No mais, 61% apontam a qualidade
da educação no Brasil como um dos gargalos que
impedem o nosso desenvolvimento.
Pela
Revista Veja pode-se ler a máxima isonômica
tirada também da pesquisa Ibope/CNI na qual
os entrevistados alegam que escola boa é a escola
paga. E, na convicção deles, a descrença na
capacidade de o estado brasileiro suprir as
necessidades nacionais. Na visão do professor
Remi Castioni, da UnB, o raciocínio do cidadão
é claro: “Se saúde, política e transporte são
ruins, então a educação pública também é, necessariamente,
ruim”.
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PROPOSTA
PARA OS PRESIDENCIÁVEIS
São
Paulo, 25 de agosto de 2010
Prezado(a) candidato(a)
Dentro das limitações impostas para apresentar uma
sugestão educacional ( 10.500 caracteres – Arial
12 ), fico à disposição para ampliar em outro documento
o que trato abaixo
roneysignorini@ig.com.br
Lembrando
a máxima de “quem veio primeiro o ovo ou
galinha ?”, me arrojo em afirmar que a
primeira preocupação de V.S. deve ser, por ordem,
focar a máxima atenção nos cursos de Pedagogia e
Licenciaturas, ou seja resolver a a questão das
formações que preparam tais licenciados.
Estes,deverão esta nas salas de aulas do Fundamental
e Médio com excelentes capacidades e habilidades.
Mas, de onde eles viriam para estar frente da infância
e juventude(adolescentes ) ?
Simples: egressos de cursos de excelente qualidade
( públicos ou privados ) tendo se submetido ao melhor
dos currículos e respectivos conteúdos programáticos
( disciplinas ), habilitando-se não só para o presencial
como também para o virtual. Quanto a este último,
nada existe, nada se propõe, é mistério abissal.
Até
aqui, verdadeira esbórnia, incoerências e incongruências
formativas. Com a palavra a educadora Eunice Duran.
Aqui, não confundir práticas com estágios nem com
atividades complementares.
Então, obtido tal grau de excelência, vamos conduzi-los
para o trabalho nas salas de aulas do ensino básico
de tal forma que efetivamente preparem os alunos
à postulação da etapa seguinte, seja tecnológica
ou bacharelado.
Com
tal medida estaremos resolvendo alguns problemas:
a )eficiência e eficácia dos ensinos fundamental
e médio;
b) proficiência para o ensino superior;
c) acabar com seletivos/vestibulares que unicamente
se parametrizam pelo número de vagas admitidas por
turno, conforme o CNE, que as IES, públicas ou particulares,
se submetem, como se não houvesse disponibilidade
territorial/espacial nelas para receberem mais alunos.
É preciso urgentemente acabar com essa camisa de
força deixando à ociosidade milhões de carteiras
e milhares de metros cúbicos ocupáveis. Temos pressa,
muita pressa.
d) no particular seguinte, aqui sim, baixar normas
de aprovação no mínimo 7,0(sete) para aprovação
ao longo do curso, para evitar aprovações que não
ganham uniformidade nacional pois bacharelar um
com média final 5,0 e outro com média 6,0 ou 7,0
é promover o facilitismo brasileiro e da lei de
Gerson.
e)abandonar a premissa que só Mestre e Doutor tenham
espaço na universidade pois quem conhece o “chão
da fábrica “ ( no mínimo graduados ) pode ensinar
muito mais que os da “academia”. As maiores e melhores
universidades do planeta avalizam tal assertiva.
f) propiciar subsídios ou incentivos para tais formações,
junto às instituições privadas, de modo a quase
gratificar tais cursos aos interessados, pois há
alunos que custeiam seus estudos sem a menor perspectiva
de zerarem os custos em quatro ou cinco anos após
formados.
Como
disse, há muito mais por ser dito e considerado
nessa linha de pensamento: valorizar a formação
de licenciaturas. Antes mesmo de crivar o ensino
superior, o que pode ser concomitante até aguardar
a primeira desova. Ou seja, plano/proposta de alcance
no médio ou longo prazo. Não existe fórmula ou forma
intermediária. É ou vai ou vai .
Requisitos
para avaliação de proposta: MUITA CORAGEM E VONTADE
POLÍTICA.
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